A la espera del novo disco de @caetanoveloso…

Luego del abrazote musical que nos dio en Buenos Aires, resta esperar que salga el show ao vivo de Abraçaço, y que sigan adelante los nuevos proyectos del querido y genial bahiano…

Va el “teaser” -o anticipo- de lo que (ya) se viene…


Abraçaço (musical) en Buenos Aires

Caetano Veloso en el Gran Rex

Abraçaço (musical) en Buenos Aires

Imagen 1

Por Demian Paredes

 

El gran (y querido, adorado por muchos/as) músico bahiano visitó, una vez más, nuestro país, presentando Abraçaço, cierre de una trilogía de discos grabados y tocados junto a la “Banda cê” (batería, guitarras sonicyouthiadas, bajo y teclados). Termina así una etapa que abarcó (2006), Zii e Zie (2009) y este último disco, de 2012, que exploró otros sonidos y formas compositivas, diferentes –como debe ser– a las de otras décadas. (Por supuesto: hay “un Caetano” de los 1960 y ’70, donde junto al samba y bossa nova conviven los ritmos y temáticas hippies y rockeras (covers de los Beatles incluidos); otro “de los ‘80”, más ligado al pop sonora y temáticamente, junto a “modernizante fusiones” y nuevas experimentaciones en discos como Estrangeiro; y uno-“otro Caetano” que da un gran salto en los ’90, desde Circuladô, pasando por los “grandes shows” de Fina Estampa y Livro, junto al maestro Jaques Morelenbaum y gran cantidad de músicos, hasta Noites do Norte, que muestra ya una (re)apertura, una (re)dirección hacia las guitarras-rock que desarrollará aún más con y lo que sigue. En definitiva, este gran discípulo de Joao Gilberto, y fundador del Tropicalismo, demuestra –como lo ha hecho en prácticamente todos sus discos y shows, especialmente en Totalmente Demais (1986)– ser un genuino artista antropófago, un creativo enorme donde conviven las tradiciones y las vanguardias, los ritmos y las poesías, el cine, las vivencias y los grandes “temas de época” de Brasil y del mundo…)

El público del Gran Rex (repleto) (“la mejor ciudad” de “las Américas” como ha dicho Caetano en más de un reportaje) pudo disfrutar de prácticamente todos los temas de Abraçaço; destacándose (para quien esto escribe) “A Bossa Nova É Foda”, que abre el disco (y el concierto), y “Um Abraçaço” (donde una vez más Caetano, en una suerte de atmósfera federicofelliniana, nos devuelve a tradiciones, historias y temas “metafísicos” tan típicos de él –remember “Cajuína”, y su canción prima-hermana “Giulietta Masina”, por ejemplo–), además de “Estou Triste” y los movidos “Funk Melódico” y “Parabéns” (donde previamente nos enteramos de que la pegadiza letra que usa los megas, gigas y teras de las capacidades de almacenamiento digitales surgió de un e-mail de un amigo de Caetano). Otro momento importante fue el de “Um comunista”, tema que recuerda la historia del guerrillero Carlos Marighella, y que es, además, el recuerdo de una vivencia propia (habían aparecido Caetano y Gilberto Gil en la misma revista –Manchete– que informaba en su tapa la muerte del guerrillero); nuevamente un claro posicionamiento a izquierda, “provocador”, como antes había hecho con el tema de la base de Guantánamo.

Hubo, también, temas de sus anteriores discos (“Coisa linda”, el último de Circuladô; “Alguém cantando”, de Bicho, “Eclipse oculto”, de Ums; “Desde que o samba e samba”, de Tropicália II, “Homem”, de ; “Triste Bahía”, “Você não Entende Nada”, su hermoso “Sampa”, entre otros…) y un cierre con varios bises: los dos últimos –¡con Caetano ya cambiado de ropa!– llegados luego de unos 25 minutos de aplausos entusiastas (y pedigüeños) del público. El último tema fue “Um índio”.

(Pese a ello, hubo gente que se quedó con ganas de oír más “clásicos” y “viejos éxitos”… cosa entendible, ya que hablamos de un artista ¡con más de 50 discos en su haber!…)

En suma, Caetano brindó un gran recital, con “transambas”, “transrocks” y clásicos, y con sus músicos (Pedro Sá, Ricardo Dias Gomes y Marcelo Callado) acompañando su voz y su guitarra fiel y ajustadamente en cada uno de los temas.

Queda ahora una (nueva) espera, hasta que surjan nuevos discos y conciertos de este gigante, inmenso artista, que explora, crea, experimenta (y se arriesga a no repetir), como el único modo de vivir que tiene (y debe tener) todo artista.

 

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Van abajo tres links con reseñas de los diarios locales (la de Clarín me pareció la más floja), y algunos videos (de diversos usuarios) de las funciones del 20 y 21 de septiembre.

http://www.lanacion.com.ar/1622056-caetano-cancion-con-todos

http://www.clarin.com/espectaculos/Cateano_Veloso_0_997700276.html

http://www.pagina12.com.ar/diario/suplementos/espectaculos/3-29964-2013-09-22.html

 

 

 

 

 


Caetano Veloso e Emicida Prêmio Multishow 2013

* http://www.youtube.com/watch?v=U5-Y4277XOc


Caetano escribe sobre Décio Pignatari

Leemos esta columna de Caetano Veloso sobre el gran poeta vanguardista fallecido el año pasado:

Geral

Tenho muito orgulho de ter brigado publicamente com Décio Pignatari e de tê-lo amado antes, durante e depois desse episódio

Tenho muito orgulho de ter brigado publicamente com Décio Pignatari e de tê-lo amado antes, durante e depois desse episódio. Ele foi — ele é — uma figura tão imensa que qualquer um pode se orgulhar para sempre de ter tido qualquer tipo de contato com ele. Décio deu as chaves para que eu entendesse o que Augusto, Haroldo e ele propunham. Ele não era um grande polemista na discussão direta com seus (às vezes passageiros) desafetos. Mas era O grande polemista das ideias por trás de todos os indivíduos ou grupos. A briga era sempre mais alta do que suas manifestações factuais faziam crer. Se dermos o peso devido ao período de poesia em verso, ele foi o maior dos três poetas paulistas. O que faz de Augusto um poeta superior a Décio é o modo como ele tratou os desdobramentos do concretismo. Como poeta, Augusto traçou uma linha própria em que cada novo poema torna os anteriores mais fortes. Mas Décio, além de ser o melhor desde antes, foi como que o dínamo que fez o grupo arder e brilhar. Augusto nunca se cansou de repetir que Décio é o grande inventor, e o olhava como a um mestre. Camarada de trincheira, mas mestre.

O curioso é que Décio sempre me deu a impressão de meninice. Eu chiava com Augusto das travessuras de Décio. Mesmo eu, que em nada me pareço com um adulto, falava das grosserias de Décio com Augusto como se este e eu fôssemos dois homens sensatos e Décio, um garoto malcriado.

No entanto, Décio me tratou sempre como um menino por quem ele tinha carinho e em cujo trabalho ele tinha algum interesse, sempre com um perdão condescendente quando topava com minha ignorância e minha inépcia. A última vez em que estive com Décio, ele, já meio fora do tempo, lembrava-se de Orácio. E Augusto lhe pedia que repetisse canções alentejanas. Achei-o muito Décio nesse encontro. Não sabia de antemão que ele estava mais e mais desmemoriado — e julguei que certos cortes bruscos, certas incoerências na conversação fossem novas cenas do velho Décio. Aos poucos fui me dando conta de que havia ali um impedimento fisiológico, físico, químico, que o levava a outras liças com os signos. Como Augusto, suponho que o futuro verá Décio maior do que ele pode ser visto pelo presente. Para quem o conheceu — incluídos aí seus filhos Dante e Serena —, ele era indigesto e adorável.

A expressão “geleia geral” surgiu num texto de abertura da revista “Invenção” e tinha um sentido crítico. Num poema deslumbrante — que justifica meu entusiasmo pelo todo da obra poética de Augusto —, este faz um retrato de Décio (inclusive levando as letras a desenharem seu perfil aquilino) que diz: “a geleia geral/ que lhe deve até o nome”. É — no mínimo — isso.

Parece que eu estava escrevendo o nome de Perinho Santana para ser publicado nesta página quando o amado músico morreu. Na verdade, acho que escrevi o texto que falava da Outra Banda da Terra na noite anterior à morte de Perinho. Foi um grande susto a notícia: eu não sabia que ele estava doente. Senti muita tristeza e muita saudade. Quantos brasileiros sabem que o que os encanta na gravação original de “Sampa” é um fraseado de violão que devemos a ele? Quantos, a levada frasal de “Queixa”? Pensei muito sobre as noites de ensaio e gravação com a Outra. Mas o pensamento que ficou em loop em minha cabeça foi o da tranquila firmeza com que Perinho me disse e dizia: “Não tenho medo nenhum de morrer”. Eu, que tinha muito medo, ficava fascinado com a paz. Ele dizia que praticamente nunca pensava na morte, mas que, se alguém lançava o assunto, ele pensava e tinha certeza de que isso não o amedrontava em nenhum nível. Espero que essa mansidão o tenha acompanhado até o último momento. A doçura de sua música não vai nos abandonar jamais. Talvez sua tranquilidade diante da morte viesse de ele se saber todo nessa doçura.

Aquelas formas do varandão do Alvorada foram o encantamento da minha adolescência. Vários comerciantes e meros proprietários domésticos imitavam-na de modo risível. Voltar a ver o original, mesmo em fotos, era extasiante. Dizem que Niemeyer deu novo destino ao concreto armado. Há quem não goste do que ele fez. Há quem deteste Brasília. Eu gosto. E mesmo que não gostasse reconheceria a importância. Por outro lado, ele foi um comunista que não se abalou com a queda do império soviético. Burle Marx dizia que ele era um típico carioca praieiro. Em vários lugares do mundo, ele ergueu monumentos que agora lhe servem de homenagem. O modernismo brasileiro encontrou uma forma de encorpar-se em Oscar. São João Bosco, Agostinho da Silva e FHC me fizeram olhar Brasília com os melhores olhos futuros. Olhos do Quinto Império. Magno e Vieira.


(grandes) artistas brasiler@s que apoyan la lucha en #Brasil

Además de Caetano Veloso (que además de lo que ya había escrito, hoy se despachó con una optimista “columna”), el apoyo de  Marisa Monte y las denuncias por Twitter de Daniela Mercury ante las represiones a las protestas y manifestaciones en Brasil, la gran cantante Elza Soares aggiornó la letra de la canción “Opinión”, en un recital, para solidarizarse con los/as manifestantes.

Va abajo el video.

Publicado el 16/06/2013

Em apresentação na noite deste sábado (15.06), a cantora Elza Soares fez uma adaptação da canção “Opinião” em apoio aos protestos contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo.


Hoy, música. ¿Dónde queda Haití?

Escribí un post en El diablo se llama Trotsky titulado “Argentina slum“, integrando el análisis de las inundaciones y el crimen social a las tendencias más generales (de degradación de la vida urbana) internacionales… Y también venía pensando en aquel tema que hicieron los grandiosos artistas Veloso y Gil en el disco Tropicalia II llamado “Haití”. Allí se preguntan ¿dónde está Haití?, ¿también aquí, en Brasil?… Un compañero de La Plata mandó un mail diciendo que los barrios parecían “zona de guerra”, así que bien vale el tema para pensar si también, la Argentina, (lamentable, penosamente) “tiene algo” de Haití…

Va un video de Caetano interpretando el tema, y la letra abajo.

(Y acá otra impresionante versión, también en vivo.)

 

HAITÍ

Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui


Hoy, música: Caetano Veloso

Vamos con Caetano (posteado más de una vez en este blog) haciendo su clásico medley de Michael Jackson + Beatles, en una significativa composición-combinación poética. (Medley que, originalmente, grabó y tocó en vivo comenzando con un tercer agregado-componente: “Nega maluca”).

(Como no me decidía sobre qué versión poner, van las dos: la de 2011 y la de los ochentas.)