Habla Caetano Veloso sobre su nuevo disco, ‘Abraçaço’

Leemos:

A primeira faixa do disco, “A Bossa Nova é Foda”, começa com João Gilberto, “o bruxo de Juazeiro”…
Como se diz “o bruxo de Cosme Velho”, Machado de Assis.

Evoca um Rio mítico, do Vinicius…
Tem o Vinicius…

e termina com Anderson Silva, Vitor Belfort…
Começa com João Gilberto, tem o Carlos Lyra, tem o Tom, tem o Vinicius e desemboca nos lutadores de MMA.

Mas como você conseguiu juntar Anderson e João na mesma canção?
Cara, foi muito rápido, veio na minha cabeça porque o João Gilberto gosta de luta.

Ah, é? Ele assiste?
Assiste. Ele era louco por boxe. Caracterizou o estilo dele de ataque dos acordes e de escolha das divisões como um golpe de caratê, quando voltou dos EUA, numa entrevista ao Tárik de Souza. E gostava de ver boxe, era fã de Mike Tyson e seguramente assiste MMA. Mas isso é o fato. Disso eu já gosto. O que eu acho também é que o MMA foi uma criação muito brasileira, porque é uma mistura de lutas, de tipos de luta que nasceu com os Gracie, em Belém do Pará.

É coisa nossa?
É mistura criada a partir do Brasil, entendeu? Então nesse ponto tem um paralelo com a bossa nova. E tem um desejo em toda a canção de fazer um retrato da bossa nova como gesto histórico e estético agressivo. Não o clichê da coisa doce, e suave. Mas não é nenhuma novidade, é apenas uma maneira de dizer. Essa canção é outra maneira de dizer algo que vem sendo dito por mim, pelo Tom Zé, pelo Gil, por diversas pessoas há muito tempo. Tom Zé tem um disco todo sobre isso, e tem muitas falas dele em que ele apresenta a bossa nova como um gesto histórico de grande violência. E eu gosto de dizer assim. Acho que também porque eu leio muito uns jornalistas americanos, ingleses, que falam como se a bossa nova fosse um negócio mole, doce. Eles estão errados.

* Calificado por la Folha como un buen disco, citamos el fragmento de un reportaje a Caetano, comentando Abraçaço, el cierre de su trilogía de “transambas” y “transrocks”; disco que incluye un tema dedicado a guerrillero brasileño Carlos Mariguella. (Esperemos que en 2013 esté sonando el bahiano nuevamente aquí, en el teatro Gran Rex -o donde sea!-.)

La nota completa acá.



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