Un (lamentablemente breve) reportaje a Lenine

Hoy salió en Folha on line un reportaje al genio de Lenine –ya posteado en este blog–, acerca de su nuevo disco, presentado recientemente en Argentina, Chão.

Abajo, una síntesis de la entrevista.

El audio, acá y acá.

*   *   *

Democrático –como seu autor, que, neste mês, toca em Paris, Milão e Altinópolis (interior de SP)–, o show mescla o disco mais recente e homônimo a temas consagrados, como “Jack Soul Brasileiro”.

Todos rearranjados e executados em complexa arquitetura sonora quadrafônica –uma evolução do estéreo que trabalha a profundidade do som.

“Numa analogia com a literatura, os discos seriam coletâneas de contos. Prefiro acreditar que ‘Chão’ é um romance”, diz.

“Guia Folha” – Como você analisa o novo disco no contexto da sua obra? O que há de novo?

Lenine – Tem algumas coisas diferentes, outras nem tanto. Uma característica diferente é, desde o início, a ausência de bateria e de percussão. Por causa disso, descobrimos o caminho da “ruidagem” do cotidiano. Os sons que povoam o meu dia a dia. O novo foi usá-la sem manipulação, “loop”, edição. De uma maneira orgânica.

Outra diferença é a idealização como uma música só. Foi uma procura. Como se fosse uma suíte. Para ouvir de uma tacada só, sem repetições de estrofes ou refrões, tudo muito direto, cada elemento servindo de ponte. Numa analogia com a literatura, os discos seriam coletâneas de contos. Prefiro acreditar que “Chão” é um romance.

Como foi preparar o áudio do espetáculo?

Sacamos que o disco se adequaria muito ao “surround”. Por isso vamos estrear só agora: foi o tempo de criar um relevo sonoro e de brincar com a espacialidade. Temos viajado sempre com o equipamento e o esquema quadrafônico. Permite ao ouvinte ficar imerso.

Você tem algum receio ao empregar recursos digitais?

Não. Ferramentas são ferramentas, servem para ser usadas.

Por que o título “Chão”?

Geralmente, quando começo o projeto, a primeira coisa que vem é o título. Então eu já sabia que se chamaria “Chão” e que seria sem bateria ou percussão. Tenho uma paixão por essa palavra, um monossílabo nasal e onomatopeico com uma gama de significados no Brasil.

Na música “Todas Elas Juntas num Só Ser”, são mulheres que já integravam seu imaginário musical ou foi preciso fazer uma pesquisa?

Sou compositor, estou sempre curioso por quem está compondo também. É legal perceber que na trajetória da MPB houve centenas de músicas sobre mulheres. Eu cheguei a fazer uma outra versão dela para o disco, com outra letra. Outras mulheres. Mas não entrou, também não vou tocar. Preferi me ater às músicas que estavam dentro da proposta.

Você tem algum lugar ou programa preferido em São Paulo? Como lida com a cidade?

Toda vez que estou em São Paulo vou comer o polpetoni do Jardim de Napoli.

Como tem sido tocar ao vivo com seu filho Bruno Giorgi?

Em turnê é a primeira vez. É maravilhoso, cara, porque eu sou uma pessoa muito criteriosa. E é bacana ver a excelência do que ele faz com 23 anos. Bruno produziu o disco e foi importante para a arquitetura tridimensional desse som, criando parâmetros de relevo para cada canção. Ele tem um papel fundamental.



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